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Fernanda Carvalho
Educação e Violência

Fernanda Carvalho da Hora

“... condenado a pedir perdão diante da porta principal da igreja de paris onde devia ser levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola, carregando uma tocha de cera acessa de duas libras; em seguida, na dita carroça, na praça de greve, e sobre um patíbulo que ali será erguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barriga das pernas, sua mão direita segurando a faca com que cometeu o dito perricidio, queimada com fogo de enxofre, e às partes em que será atenazado se aplicarão chumbo derretido óleo fervente, piche em fogo, cera e enxofre derretidos conjuntamente, e a seguir seu corpo será puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros e corpo consumidos ao fogo, reduzidos a cinzas, e suas cinzas lançadas ao vento.” (Foucault, 1975 p. 9).

Esse pequeno relato de punição citado por Foucault, mostra que os processos educacionais utilizados no século passado eram agressivos e buscavam educar de forma violenta a comunidade, mas com o passar dos anos estes métodos se modificaram. De certa forma, devido à brutalidade inserida neste processo educacional afetava aos olhos e ouvidos da população, mas perdera a sua eficiência e os crimes continuaram acontecendo. Educar não é fácil e associar essa educação à violência não ajuda no trabalho de formação deste ser social. No caso deste relato foi o assassinato que um filho cometeu contra o pai.

Ao realizar o processo educacional de forma violenta, o caminho pela busca de soluções da cólera social fica mais intenso e complexo. Acredita-se que devem ser debatidas idéias para transformação do conjunto através da educação e, se os mesmos não ocorrerem não há necessidade do pensar a construção de novas alternativas para a melhoria da violência sócio educacional.

A violência não tem uma definição especifica, por este motivo, as práticas educacionais de conscientização ou construção de uma sociedade qualificada, outrora estiveram voltadas para os castigos corporais e psicológicos, pois, acreditava-se que os efeitos dos castigos permaneciam por muito tempo, reduzindo o índice de crimes cometidos pela sociedade vigente. Pesquisas realizadas por muitos anos revelaram que a educação que tem com base atos violentos, pode afetar a saúde pública deixando na escuridão o antagonismo de uma sociedade composta pela educação violenta, que é uma sociedade de paz.


A violência utilizada como prática educacional causa no individuo o ato de negar o outro, ou seja, a violência em suas diversas faces promove de certa forma o individualismo social. Este conceito é inerentemente dirigido pelo julgamento social, e não por padrões sociais mutáveis ou pela ciência empírica, o que torna difícil a obtenção de consenso do que é educar e quais as formas de realizar esse processo educacional não violento.
Fernanda Carvalho
Antes de discutir inclusão ou exclusão digital é necessário compreender o que esses termos querem dizer realmente. Toda inclusão existe porque existe a exclusão e vice-versa, a exclusão social existe a partir do momento que é criada a inclusão à determinada garantia de direito, ou acesso à serviço público, como o tratamento em saúde ou ensino fundamental.

Seguindo esse raciocínio, toda inclusão é um processo de exclusão, a partir do momento em que são incluídos alguns, outros automaticamente são excluídos. É claro que em alguns casos, como no tratamento de saúde, a exclusão não é opcional, já em casos como no acesso à religião é feita uma escolha pela exclusão.

Indo para o digital

O que é a inclusão/exclusão digital? É a primeira pergunta óbvia. O termo digital faz relação ao acesso à internet e a computadores, quase que significando a mesma coisa nesse caso, já que o acesso à rede é feito primordialmente por computadores. O governo brasileiro teve, porém deixou para trás, um grande programa de inclusão digital, que resultou na produção do Livro Verde, nele a realidade brasileira é avaliada e as possibilidades para o futuro são estudadas.

O atual governo também produziu um trabalho de inclusão digital, que diz:

A Inclusão digital deve ser tratada como um elemento constituinte da política de governo eletrônico, para que esta possa configurar-se como política universal. Esta visão funda-se no entendimento da inclusão digital como direito de cidadania e, portanto, objeto de políticas públicas para sua promoção.

Entretanto, a articulação à política de governo eletrônico não pode levar a uma visão instrumental da inclusão digital. Esta deve ser vista como estratégia para construção e afirmação de novos direitos e consolidação de outros pela facilitação de acesso a eles. Não se trata, portanto, de contar com iniciativas de inclusão digital somente como recurso para ampliar a base de usuários (e, portanto, justificar os investimentos em governo eletrônico), nem reduzida a elemento de aumento da empregabilidade de indivíduos ou de formação de consumidores para novos tipos ou canais de distribuição de bens e serviços.

Além disso, enquanto a inclusão digital concentra-se apenas em indivíduos, ela cria benefícios individuais, mas não transforma as práticas políticas. Não é possível falar destas sem que se fale também da utilização da tecnologia da informação pelas organizações da sociedade civil em suas interações com os governos, o que evidencia o papel relevante da transformação dessas mesmas organizações pelo uso de recursos tecnológicos.

Nas presentes condições do Brasil, não faz sentido focalizar a política inclusão digital em promoção do acesso individual à Internet. Assim, a criação de uma infra-estrutura pública para extensão do acesso à Internet aos setores impedidos de ter acesso individual deve ser o centro da estratégia do governo federal.

No Livro Verde temos: “para que se tenha universalização de fato, há de se procurar soluções para inclusão das populações com baixo poder aquisitivo nas redes digitais. A universalização de serviços da Internet inclui, ainda, atividades de promoção de novas soluções de acesso à Internet”, relembra.

Monteiro:

Embora o número de usuários da Rede seja grande e tenha se expandido consideravelmente em poucos anos, como vimos anteriormente, ele é ainda muito pequeno se comparado ao total de habitantes do planeta. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU de 1999, menos de 7% da população mundial está conectada à internet, sendo que a maior parte desta parcela (90%) reside nos Estados Unidos e em outros países industrializados. No Brasil, somente 8,93% da população tem acesso à Rede.

Como agravante, não devemos esquecer que utilizar a internet exige diversas
capacidades (como compreensão de textos complexos, comunicação por escrito, operação de computadores e softwares, entre outras), que exigem um grau de instrução relativamente elevado. A esse conjunto de capacidades dá-se o nome de “alfabetização informacional”: “para o cidadão da sociedade informacional, já não basta saber ler e escrever, ou ter aprendido algum ofício. É preciso ter acesso à informação, saber buscá-la e encontrá-la, dominar seu uso, organizá-la e entender suas formas de organização, e, sobretudo, utilizá-la apropriada, adequada e eficazmente” (SPITZ, 1999). Isso significa que simplesmente ter acesso à Rede não garante a sua real utilização, fator que limita ainda mais a sua abrangência.

Essa situação recebe o nome de “digital divide” (a fenda que separa os que estão conectados dos que não estão) e têm preocupado políticos e pesquisadores em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde o fenômeno é conhecido como “exclusão digital”. Em uma tentativa de solução, alguns governos estão elaborando projetos no sentido de aumentar a penetração da internet entre a população, oferecendo terminais públicos de acesso à Rede, como na Itália, ou disponibilizando computadores nas escolas públicas. Certamente, isso expandirá de alguma forma o acesso à internet no futuro, que deixará de ser um privilégio restrito às elites. No entanto, a democratização real da informação passa por questões mais profundas, envolvendo necessidades básicas, como educação de qualidade, por exemplo.

José Anderson Sandes entrevistou o sociólogo Bernardo Sorj, que afirmou: “Para o bem ou para o mal, temos uma nova ordem através de novos meios tecnológicos, como por exemplo, o celular. Antes, o telefone era um bem para poucos. Hoje a telefonia cobre, segundo Sorj, praticamente todo o País. E a Internet é um desses bens. O importante é incluir mais gente no processo. Mas, num país periférico como o Brasil, o computador ainda está distante de fechar o ciclo de consumo.
Cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil possuem banda larga. Hoje os mais pobres começam a ter acesso a Internet. Ou através de escolas, ou através dos cyber-cafés. Por isso, o professor Bernardo Sorj acha que tem mais gente na rede do que os números frios que as estatísticas apontam. Mas é de opinião que Brasil tem que superar um grande problema: o da educação. Aí está o gargalo de todo o processo. A desigualdade se reproduz atualmente através da Internet”.
Fernanda Carvalho
Hoje, essa geração está tentando descobrir como ficar em casa, mesmo que tenham passado da idade em que seus pais se transferiram a casas de repouso. E diversas empresas estão criando produtos que, esperam, os ajudem a atingir essa meta.
Eis algumas das coisas pelas quais você pode esperar quando chegar aos 60 e 70 anos: decifrar conversas em festas se torna difícil; você sempre se esquece de onde deixou as chaves; e seus netos pensam que você é um desastre com computadores.
Felizmente, estão surgindo tecnologias que podem remediar algumas dessas deficiências, e ajudam as pessoas na casa dos 60 anos a manter suas auto-imagens de perpétua juventude.
"O novo mercado é o da terceira idade", disse Joseph Coughlin, diretor do AgeLab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "A geração baby-boom oferece um mercado de perpétua juventude". Segundo Coughlin, 47, eles "estão à procura de tecnologia que permita que se mantenham envolvidos, independentes, bem e ativos".
Já que a maioria deles tem filhos crescidos e que a educação destes está paga, também é normal que disponham de bastante dinheiro, segundo Coughlin, e tecnologia seria algo em que estariam dispostos a gastar.
As empresas que obtêm sucesso em comercializar novas tecnologias a pessoas mais velhas não são as que criam maneiras tecnológicas de permitir que velhos abram potes de vidro. Em lugar disso, são aquelas que aprenderam a criar produtos que superam as barreiras geracionais, oferecendo estilo e utilidade a uma ampla gama de faixas etárias.
Uma tendência importante para o futuro, segundo Eero Laansoo, engenheiro especializado em fatores humanos da Ford, será o carro personalizado, que dá aos motoristas a possibilidade de mudar cores e fontes de instrumentos para tornar contadores e mostradores mais fáceis de ler.
O aparecimento de inúmeras tecnologias preventivas - como detector de ponto cego, alerta de mudança de faixa e sistemas ACC (que diminui a velocidade de seu carro se você se aproximar demais de outro veículo) - ultrapassam as barreiras de idade com seu apelo. Motoristas adolescentes podem usá-las, e elas também podem dar segurança a motoristas mais velhos com habilidades motoras diminuindo.
Eis alguns dos produtos de tecnologia atuais criados para os usuários mais velhos:
CelularesÀ medida que se desacelera o crescimento da telefonia móvel porque quase todo mundo já tem um celular, as operadoras se esforçam por expandir o mercado se concentrando nas necessidades dos consumidores mais velhos.
O Jitterbug (www.jitterbug.com), da Samsung, não parece um celular para a terceira idade até que as pessoas o abram e encontrem os botões maiores e os dígitos grandes na tela. Atalhos de um toque permitem chamar números de emergência com facilidade. As operadoras oferecem o aparelho aos idosos com anúncios que explicam que os usuários podem discar os números ou pedir ajuda de uma operadora do serviço Jitterburg para fazê-lo. A empresa diz que 30% dos usuários optam por usar os serviços da telefonista.
Os números de telefone podem ser gravados no Jitterbug ou os consumidores podem solicitar que a empresa faça isso. Mensagens de texto completas estarão disponíveis a partir do ano que vem.
Como o Jitterbug é um telefone voltado à terceira idade, pessoas que não desejam se enquadrar neste grupo resistem a usá-lo, não importando o quanto ele seja fácil de usar. O Pantech Breeze, da AT&T, e o Coupe, da Verizon, são um pouco mais sutis porque se parecem mais com celulares comuns. Eles são telefones com flip simplificados com botões levemente grandes, fonte maior e três botões para emergências. O Breeze inclui conectividade Bluetooth e um pedômetro.
Em outubro, a Clarity (www.clarityproducts.com) começará a vender o ClarityLife C900, que pode amplificar a voz dos usuários em até 20 decibéis. O celular também permite que o usuário conecte diretamente a ele seu aparelho de surdez. Um botão vermelho pode ser usado para ligar ou enviar mensagens de texto a cinco números que o usuário seleciona, e o aparelho poderá ser usado nas redes das operadoras AT&T e T-Mobile.
Em casaA iRobot (www.irobot.com), empresa que ganhou fama com o Roomba, um aspirador de pó robotizado, agora criou o Looj, um sistema que limpa automaticamente as calhas de uma casa. O aparelho evita que alguém precise subir escadas repetidamente.
Ainda este ano, a iRobot colocará à venda o ConnectR, um "robô de visita virtual", que permitirá que pessoas vejam e conversem umas com as outras a distância. Com atividades administradas por meio de um site na Internet, o robô pode ser instruído a visitar todos os aposentos de uma casa para garantir que seus ocupantes estejam em segurança, a ler uma história infantil ou a garantir que o Roomba esteja se ocupando devidamente de seu trabalho como aspirador.
O controle remoto também pode ser expandido de maneira a realizar certas tarefas domésticas. Controles remotos universais da Logitech, Philips e Sony também podem controlar a iluminação de uma sala ou abrir e fechar cortinas automatizadas.
O Reach, da (www.breakboundaries.com), é uma tela de toque em LCD que não só controla componentes eletrônicos mas também permite que os usuários operem um celular, elevem uma cama hospitalar, fechem portas e persianas e chamem uma enfermeira.
Tome seu remédioOutro problema de envelhecer é o enfraquecimento da memória. Há diversos porta-medicamentos automáticos que alertam verbalmente os pacientes quando chega a hora de tomar um remédio. O Daily Medication Manager (www.timexhealthcare.com), da Timex, armazena remédios e pode alertar um usuário a tomá-los até quatro vezes por dia.
O Med-Time, da American Medical Alert (www.age-in-place.com), pode ser programado a administrar 28 dosagens diferentes de medicamento, também por até quatro vezes ao dia. Quando soa o apito, o usuário vira o aparelho para liberar as pílulas; caso a dosagem não seja tomada, as pílulas são trancadas para impedir uma superdosagem.
Os momentos de simples esquecimento podem não ser passíveis de eliminação, mas seus efeitos podem ser atenuados.
Para as pessoas que se esquecem de onde deixaram objetos, o Loc8tor (www.loc8tor.com) pode localizar até sete itens. Uma pequena etiqueta é afixada ao item, e a unidade principal do aparelho registra a freqüência da etiqueta para aquele objeto. Quando a pessoa esquece onde deixou o item, o aparelho pode localizá-lo em raio de 180 metros, e sons diferenciados apontam para a direção em que o objeto se encontra.
Obviamente, se a pessoa perder o aparelho, ela pode não encontrar mais suas chaves. Para evitar esse problema, diversos fabricantes oferecem sistemas de tranca sem chave que reconhecem impressões digitais para abrir portas. Produzidos por empresas como a Kwikset e a 1Touch, os aparelhos, a depender do modelo, podem ser autorizados a permitir a entrada de até 50 pessoas.
E se você consegue se lembrar de quem são essas 50 pessoas, é provável que não precise desse produto ainda.
Fernanda Carvalho
Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.

É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

Na expressão "ensino a distância" a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.

Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.

Outro conceito importante é o de educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.

A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.

Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância, que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o modelo atual predominante no Brasil.

As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo.

Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.

O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará "dando aula", e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo "aula" como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.

As crianças, pela especificidade de suas necessidades de desenvolvimento e socialização, não podem prescindir do contato físico, da interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o presencial. Haverá, então, uma grande reorganização das escolas. Edifícios menores. Menos salas de aula e mais salas ambiente, salas de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório serão, também, lugares importantes de aprendizagem.

Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. Isso dependerá da área de conhecimento, das necessidades concretas do currículo ou para aproveitar melhor especialistas de outras instituições, que seria difícil contratar.

Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Apesar disso, já é perceptível que começamos a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação a distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, caminhamos para mídias mais interativas e mesmo os meios de comunicação tradicionais buscam novas formas de interação. Da comunicação off-line estamos evoluindo para um mix de comunicação off e on-line (em tempo real).

Educação a distância não é um "fast-food" em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo - de forma presencial e virtual. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados. De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias.

A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.

As possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas. Com o alargamento da banda de transmissão, como acontece na TV a cabo, torna-se mais fácil poder ver-nos e ouvir-nos a distância. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.

Teremos aulas a distância com possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com interação a distância.

Algumas organizações e cursos oferecerão tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora (só visando o lucro, multiplicando o número de alunos com poucos professores). Outras oferecerão cursos de qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas inovadoras, com foco na aprendizagem e com um mix de uso de tecnologias: ora com momentos presenciais; ora de ensino on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes); adaptação ao ritmo pessoal; interação grupal; diferentes formas de avaliação, que poderá também ser mais personalizada e a partir de níveis diferenciados de visão pedagógica.

O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.
Fernanda Carvalho
O que o Espaço Especial oferece

· Comunicação alternativa: Estratégias e recursos que promovem e/ou ampliam a comunicação expressiva: Pranchas de comunicação, cartões, fala através do computador.

· Acessibilidade ao computador: Laboratório de informática com recursos de acessibilidade: Adaptações simples de hardware, teclados e mouses diferenciados, softwares específicos que favorecem leitura, escrita e acesso alternativo aos programas convencionais.

· Adequação postural e mobilidade.

· Atividades de vida diária (AVD). Avaliação, prescrição e desenvolvimento de recursos que auxiliam o desempenho de tarefas da rotina diária em casa, escola e/ou ambiente de trabalho.
Fernanda Carvalho

O movimento de publicação de Software Livre ganhou notoriedade nos últimos anos. Este modo de produção de software tem resultado em produtos de excelente qualidade e grande penetração em certos nichos do mercado mundial de software. A característica mais importante do software livre é a liberdade de uso, cópia, modificações e redistribuição. Esta liberdade é conferida pelos autores do programa e é efetivada através da distribuição do código fonte dos programas, o que os transforma em bens públicos, disponíveis para utilização por toda a comunidade e da maneira que seja mais conveniente a cada indivíduo. A liberdade para usar, copiar, modificar e redistribuir software livre lhe confere uma série enorme de vantagens sobre o software proprietário. A mais importante delas é disponibilidade do código fonte, porque isto evita que os usuários se tornem reféns de tecnologias proprietárias. Além desta, as vantagens técnicas são também consideráveis. A comunidade de desenvolvimento de software livre está espalhada pelo mundo todo e seus participantes cooperam nos projetos através da Internet. Estima-se que participam desta comunidade mais de 100 mil programadores e projetistas, com a grande maioria deles trabalhando voluntariamente em um ou mais projetos. Estima-se também que existam mais de 10 milhões de usuários regulares de sistemas operacionais e aplicativos distribuídos como software livre. Recentemente, empresas como IBM e Hewlet-Packard passaram a investir no desenvolvimento de software a ser distribuído livremente, bem como em serviços para usuários de software livre.
Fernanda Carvalho

Fernanda Carvalho
Fernanda Carvalho
Fernanda Carvalho

Salvador não pode continuar em crise, todos os jornais relatam fatos ocorridos envolvendo violência urbana... Uma semana de caos total na segurança pública.

Pelo menos três ônibus e um módulo policial foram incendiados por bandidos nesta terça-feira, 8, em Salvador. Os atentados aconteceram nos bairros de Águas Claras, Mapele e Federação. Com isso, chega a sete o número de coletivos queimados na capital desde ontem, quando também foram metralhados os módulos policiais da Ribeira e Uruguai, além das Estações de Pirajá e Mussurunga.


O primeiro ataque desta terça aconteceu durante a madrugada contra uma unidade policial desativada localizada próximo ao Conjunto Residencial Jaguaripe I, em Fazenda Grande 2. Oito homens teriam participado da ação. Durante a manhã, um ônibus que fazia a linha Águas Claras – Campo Grande, também foi alvo da ação dos criminosos. Os outros ataques a coletivos aconteceram durante a tarde.


Em respota aos ataques, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), anunciou em entrevista coletiva na manhã desta terça o reforço no policiamento, com os PMs deixando os módulos e patrulhando ostensivamente a cidade. Além disso, o secretário César Nunes informou que dois suspeitos de envolvimento na articulação no crime foram presos. Além deles, outros três homens formam mortos após perseguição nesta segunda.


A onda de violência teve início nesta segunda-feira, feriado de 7 de Setembro. O governador Jaques Wagner afirmou que as ações criminosas são represálias à transferência do traficante Cláudio Eduardo Campanha para um presídio de segurança máxima no Mato Grosso do Sul.


Águas Claras - De acordo com o supervisor da empresa Ondina, Agenor Borges, o atentado na manhã desta terça ao coletivo em Águas Claras aconteceu por volta das 6h30, na entrada do bairro, na Rua Benedito Jenkis, próximo ao posto de gasolina Caramuru. Apenas o motorista e o cobrador estavam no veículo que seguia para o final de linha do bairro.


Dois carros interceptaram o ônibus e homens encapuzados exigiram que os rodoviários saíssem. Em seguida, pegaram galões de gasolina e atearam fogo no coletivo. Ainda nervoso, o cobrador, que não quis se identificar, disse que não conseguiu identificar os veículos utilizados pelos criminosos, nem o número de bandidos. "Eles queriam me matar dentro do ônibus, só percebi que eram muitos", contou.


Moradores da região, que também não se identificaram, disseram que o grupo ameaçou continuar com os ataques. "Eles falaram que só iam parar quando o homem voltasse", relatou um jovem, que disse ter visto quando os bandidos fugiam. A Polícia Militar esteve no local e o Corpo de Bombeiros debelou as chamas.

Fernanda Carvalho

é um termo que descreve a existência de muitas culturas numa localidade, cidade ou país, sem que uma delas predomine, porém separadas geograficamente e até convivialmente no que se convencionou chamar de “mosaico cultural”. O Canadá e a Austrália são exemplos de multiculturalismo; porém, alguns países europeus advogam discretamente a adopção de uma política multiculturalista. Em contraponto ao Multiculturalismo, podemos constatar a existência de outras politicas culturais seguidas, como por exemplo: O monoculturalismo vigente na maioria dos países do mundo e ligada intimamente ao nacionalismo, pretende a assimilação dos imigrantes e da sua cultura nos países de acolhimento. O Melting Pot, como é o caso dos Estados Unidos e do Brasil, onde as diversas culturas estão misturadas e amalgamadas sem a intervenção do Estado.

O multiculturalismo implica reivindicações e conquistas das chamadas minorias (negros, índios, mulheres, homossexuais, entre outras).

A doutrina multiculturalista dá ênfase à idéia de que as culturas minoritárias são discriminadas, sendo vistas como movimentos particulares, mas elas devem merecer reconhecimento público. Para se consolidarem, essas culturas singulares devem ser amparadas e protegidas pela lei. O multiculturalismo opõe-se ao que ele julga ser uma forma de etnocentrismo (visão de mundo da sociedade branca dominante que se toma por mais importante que as demais).

A política multiculturalista visa resistir à homogeneidade cultural, principalmente quando esta homogeneidade é considerada única e legítima, submetendo outras culturas a particularismos e dependência. Sociedades pluriculturais coexistiram em todas as épocas, e hoje, estima-se que apenas 10 a 15% dos países sejam etnicamente homogêneos.

A diversidade cultural e étnica muitas vezes é vista como uma ameaça para a identidade da nação. Em alguns lugares o multiculturalismo provoca desprezo e indiferença, como ocorre no Canadá entre habitantes de língua francesa e os de língua inglesa.

Mas também pode ser vista como fator de enriquecimento e abertura de novas e diversas possibilidades, como confirmam o sociólogo Michel Wieviorka e o historiador Serge Gruzinski, ao demonstrarem que o hibridismo e a maleabilidade das culturas são fatores positivos de inovação.

Charles Taylor, autor de Multiculturalismo, Diferença e Democracia acredita que toda a política identitária não deveria ultrapassar a liberdade individual. Indivíduos, no seu entender, são únicos e não poderiam ser categorizados. Taylor definiu a democracia como a única alternativa não política para alcançar o reconhecimento do outro, ou seja, da diversidade.

Fernanda Carvalho

A data de realização da Calourosa 2009 foi alterada do dia 6 para 27 de março, sexta-feira. As atividades esportivas, culturais e musicais - programadas pela Pró-Reitoria de Extensão - serão realizadas no Centro de Esportes da UFBA, em Ondina. As atrações deste ano incluem apresentações musicais com a Amanah-Banda de Reggae, O Círculo (rock) e Gerônimo&Banda Mont'Serrat. Além destas, estão previstas a mostra da Exposição UFBA 200 Anos e torneios esportivos. Vale conferir!
Fernanda Carvalho


" A leitura do mundo precede a leitura da palavra."

Se os pais tivessem consciência da importância de contar uma história ao pé da cama aos seus pequenos, certamente teríamos uma adolescência menos traumatizada.A voz do pai ou da mãe passando pros meninos os componentes mágicos - algo tão inerente à sua própria infância - supre-as de uma afetividade diária nem sempre possível na realidade brasileira, e que irá minimizar os comflitos ocasionados em seu crescimento, por falta dessa mesma afetividade.Uma história imcorporada ao sonho de uma criança é esperança e força nos momentos difíceis da vida e, certamente, enriquecimento da velhice, quando as lembraças da meninice se tornarem muito presentes.Avó com histórias é fascínio dos netinhos e comunicação mais rica com gerações mais jovens.A fantasia a magia de uma história não só encanta e desperta a imaginação criadora, como é responsavel pelos inventores e criadores.


Fernanda Carvalho

Considera-se como Educação infantil, o período de vida escolar em que se atende, pedagogicamente, crianças com idade entre 0 e 6 anos (Brasil). Na Educação Infantil as crianças são estimuladas através de atividades lúdicas e jogos, a exercitar suas capacidades motoras, fazer descobertas, e iniciar o processo de letramento.



Legislação


No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional chama o equipamento educacional que atende crianças de 0 a 3 anos de CRECHE. O equipamento educacional que atende crianças de 4 a 6 anos se chama PRÉ-ESCOLA.
Recentes medidas legais modificaram o atendimento das crianças PRÉ-ESCOLA, pois alunos com seis anos de idade devem obrigatoriamente estar matriculados no primeiro ano do Ensino Fundamental.
Os dispositivos legais que estabeleceram as modificações citadas são os seguintes:
O Projeto de Lei nº 144/2005, aprovado pelo Senado em 25 de janeiro de 2006, estabelece a duração mínima de 9 (nove) anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade. Essa medida deverá ser implantada até 2010 pelos Municípios, Estados e Distrito Federal. Durante esse período os sistemas de ensino terão prazo para adaptar-se ao novo modelo de pré-escolas, que agora passarão a atender crianças de 4 e 5 anos de idade.

Origem da Educação Infantil no mundo


O modo de lidar com as crianças na idade média era baseado em alguns costumes herdados da Antigüidade. O papel das crianças era definido pelo pai. Os direitos do pai no mundo grego que o pai, além de incluir total controle sobre o filho, incluía também de tirar-lhe a vida, caso o rejeitasse. No mundo germânico, além do poder do pai exercido no seio da família, existia o poder patriarcal, exercido pela dominação política e social. Nas sociedades antigas, o status da criança era nulo. Sua existência no meio social dependia totalmente da vontade do pai, podendo, no caso das deficientes e das meninas, ser mandadas para prostíbulos em lugar de serem mortas, em outros casos, (as pobres) eram abandonadas ou vendidas. Com a ascensão do cristianismo, o modo de lidar com as crianças mudou, apesar da mudança ter sido um processo lento.
Maria Montessori foi uma das precursoras do tema.



A origem da Educação Infantil no Brasil

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O atendimento às crianças de 0 a 6 anos em instituições especializadas tem origem com as mudanças
sociais e econômicas, causadas pelas revoluções industriais no mundo todo. Neste momento as mulheres deixaram seus lares por um período, onde eram cumpridoras de seus afazeres de criação dos filhos e os deveres domésticos, cuidando do marido e família, para entrarem no mercado de trabalho . Atrelado a este fato, sob pressão dos trabalhadores urbanos, que viam nas creches um direito, seus e de seus filhos, por melhores condições de vida, deu-se início ao atendimento da educação infantil (termo atual referente ao atendimento de crianças de 0 a 6 anos) no Brasil.
Até
1920, as instituições tinham um caráter exclusivamente filantrópico e caracterizado por seu difícil acesso oriundo do período colonial e imperialista da história do Brasil. A partir desta data, deu início á uma nova configuração,"Na década de 1920 , passava-se á defesa da democratização do ensino, educação significava possibilidade de ascensão social e era defendida como direito de todas as crianças, consideradas como iguais" (Kramer, 1995, p.55).
Na década de 1930, o
Estado assumiu o papel de buscar incentivo (financiamento) de órgãos privados, que viriam a colaborar com a proteção da infância. Diversos órgãos foram criados voltados à assistência infantil, (Ministério da Saúde; Ministério da Justiça e Negócios Interiores, Previdência Social e Assistência social , Ministério da Educação e também a iniciativa privada). Nesta década passou-se a preocupar-se com a educação física e higiene das crianças como fator de desenvolvimento das mesmas, tendo como principal objetivo o combate à mortalidade infantil. Nesta época iniciou-se a organização de creches, jardins de infância e pré-escolas de maneira desordenada e sempre numa perspectiva emergencial, como se os problemas infantis criados pela sociedade, pudessem ser resolvidos por essas instituições. Em 1940 surgiu o departamento Nacional da Criança, com objetivo de ordenar atividades dirigidas à infância, maternidade e adolescência, sendo administrado pelo Ministério da saúde. Na década de 1950 havia uma forte tendência médico-higiênica do departamento nacional da Criança, desenvolvendo vários programas e campanhas visando o "... combate à desnutrição, vacinação e diversos estudos e pesquisas de cunho médico realizadas no Instituto Fernandes Figueira. Era também fornecido auxílio técnico para a criação, ampliação ou reformas de obras de proteção materno-infantil do país, basicamente hospitais e maternidades"(Kramer, 1995, p.65).
Na década de 1960, o Departamento Nacional da Criança teve um enfraquecimento e acabou transferindo algumas de suas responsabilidades para outros setores, prevalecendo o caráter médico-assistencialista, enfocando suas ações em reduzir a
mortalidade materna infantil. Na década de 1970 temos a promulgação da lei nº 5.692, de 1971, o qual faz referência à educação infantil, dirigindo-a como ser conveniente à educação em escolas maternais, jardins de infância e instituições equivalentes. Em outro artigo, é sugerido que as empresas particulares, as quais têm mulheres com filhos menores de sete anos, ofertem atendimento (educacional) a estas crianças, podendo ser auxiliadas pelo poder público. Tal lei recebeu inúmeras críticas, quanto sua superficialidade, sua dificuldade na realização pois, não havia um programa mais específico para estimular as empresas a criação das pré-escolas.
Com esta pequena retrospectiva histórica, verifica-se que a Educação Infantil surgiu com um caráter de assistência a saúde e preservação da vida, não se relacionando com o fator educacional. Segundo Souza (1986) a pré-escola surgiu da urbana e típica sociedade industrial; não surgiu com fins educativos, mas sim para prestar assistência , e não pode ser comparada com a história da educação infantil, pois esta, sempre esteve presente em todos os sistemas e períodos educacionais a partir dos gregos.
Fernanda Carvalho



Dia da mulher tornou-se internacional após revolução, violência e mortes


Inicialmente, evento era comemorado no último domingo de fevereiro.Data existe há 98 anos no mundo. ONU só oficializou em 1975.

O Dia Internacional da Mulher é comemorado oficialmente pela 34ª vez neste domingo, 8 de março, mas a homenagem já tem quase um século de vida. Em 1911, quando as mulheres não tinham nem direito ao voto em praticamente todo o mundo, o dia delas começava a ganhar o planeta. A homenagem vem não apenas de um fato que aconteceu em um 8 de março de 1857, em Nova York. Para se chegar a esta data foram precisos haver uma revolução, protestos violentos e que centenas de mulheres dessem a cara e o corpo para bater e até ser queimado.
Assim, menos de 70 anos após a Revolução Industrial, em 1857, trabalhadoras de uma fábrica têxtil, apelidadas então de ‘funcionárias das vestimentas’, protestaram por melhores condições de trabalho em Nova York e o que ganharam a curto prazo foi uma violenta resposta de policiais. Mas aquela data não passou em branco dentro da história. Dois anos depois, também em 8 de março, mais mulheres fizeram uma força única e começaram a obter os primeiros direitos de trabalho por intermédio de uma associação. Fato este que impulsionou o direito das mulheres dezenas de anos depois. Em 1908 (também em 8 de março), 15 mil mulheres se juntaram na cidade de Nova York e fizeram novo protesto reclamando por seus direitos e também protestando contra o trabalho infantil. Em maio do mesmo ano, o Partido Socialista da América estabeleceu que o último domingo de fevereiro seria o “Dia Nacional das Mulheres”, data mantida até 1913.
Em 1910, organizações socialistas se encontraram em Copenhague, na Dinamarca. Lideradas pela alemã Clara Zetkin, resolveram adotar uma data fixa para celebrar o dia delas no mundo todo. Ficou acertado que seria em 19 de março, e já no ano seguinte países como Dinamarca, Suíça, Alemanha e Áustria o adotaram. Wm 1911, porém, é que acabou dando força ao movimento. Novamente em março, mas agora no dia 25, 141 trabalhadores dos 500 presentes na fábrica, entre mulheres, crianças e adolescentes italianos e judeus europeus, morreram em um incêndio na companhia Triangle Waist Company. A tragédia acabou sendo chamada de, em livre tradução, o ‘trágico incêndio no Triângulo’. Após os relatos desesperados e as histórias das condições subumanas que eram implantadas na fábrica, a revolução começava a dar voz e direito às pessoas, principalmente para as mulheres. Lideradas pela União das Moças Trabalhadoras do Vestuário e da Liga da União das Trabalhadoras, conseguiram os primeiros avanços. Entre eles, de obrigar que as empresas mantivessem abertas as portas de emergência. Antes, os empresários fechavam todas alegando que havia furto de produtos. A data de 8 de março, porém, ganhou força na Rússia. Em 23 de fevereiro de 1917 pelo calendário Juliano, que coincidentemente caiu em 8 de março pelo calendário gregoriano, o czar russo Nicolau II foi obrigado a deixar o governo e garantir o direito ao voto das mulheres. Somente em 1975, 64 anos depois da convenção socialista e 30 após a sua criação, as Nações Unidas resolveram adotar a data como oficial para celebrar o Dia Internacional da Mulher.
Fernanda Carvalho

Trabalhar a motricidade refinada das crianças é pré-requisito fundamental na Educação Infantil.
O educador que atua no segmento da Educação Infantil deve trabalhar a motricidade refinada das crianças, pois este é um pré-requisito fundamental para a aquisição da escrita posteriormente, isto é, na alfabetização.
Para isso, é necessário disponibilizar às crianças materiais como massa de modelar e pintura a dedo, que podem ser adquiridas em papelarias ou confeccionadas pelo próprio educador; folhas de revista que possam ser rasgadas pelas crianças e depois coladas numa folha branca; tesoura e cola para recorte e colagem; tabuleiro de areia, macarrões em forma de argola ou a própria argola para serem enfiadas num barbante ou outro tipo de linha, pelas crianças.
Outra atividade que os pequenos gostam muito e que pode ser realizada pelo educador é a dramatização, cujos personagens são os dedos das mãos das crianças. O educador desenha carinhas nos dedos dos alunos utilizando caneta hidrocor ou guache colorida, e depois as crianças realizam dramatizações utilizando os dedos como personagens das histórias. Elas podem utilizar também os fantoches de dedos nas dramatizações.
O teatro de sombras também pode ser utilizado pelo educador e pelos alunos, usando as mãos e dedos destes para formar os personagens atrás de uma tela construída com papel sulfite.
Outra atividade que pode ser realizada é o jogo da mímica, utilizando a linguagem corporal, principalmente as mãos e os dedos do educador e das crianças. O educador pode fazer gestos com as mãos que representem ações para que as crianças descubram qual é a ação que está sendo praticada. Depois, uma criança realiza a mímica e as demais têm que descobrir qual é a ação que está sendo realizada.
A atividade de modelagem na argila também pode ser utilizada.
O uso dos dedos dos telaios (material Montessoriano), de botão (para aprender a abotoar e desabotoar), de colchete (para aprender a abrir e fechar o colchete), de velcron, de cadarço (para aprender a amarrar o cadarço) também desenvolvem a motricidade refinada das crianças.
Concluindo, atividades que envolvem os movimentos dos dedos das mãos são fundamentais para o desenvolvimento da motricidade refinada das crianças na Educação Infantil.

Cássia Ravena Mulin de Assis Medel.
Fernanda Carvalho
Estatuto da Criança e do Adolescente

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) foi instituído pela Lei 8.069 de 13 de julho de 1990. Trata-se de um conjunto de normas que tem como objetivo proteger a integridade da criança e do adolescente no Brasil.

Este Estatuto resgata juridicamente a atenção universalizada a todas as crianças e adolescentes, respeitando normativas internacionais, como por exemplo a Declaração dos Direitos da Criança da ONU (Resolução 1.386 - 20 de novembro de 1959).
Crianças x adolescentes
Considera-se criança a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Excepcionalmente, nos casos expressos em lei, aplica-se este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.
Cidadãos
Com a introdução do ECA em 1990, crianças e adolescentes passaram a ser considerados cidadãos, com direitos pessoais e sociais garantidos. Assim, os governos municipais foram desafiados a implementar políticas públicas dirigidas a esse segmento. Essa foi uma mudança significativa em relação à legislação anterior, instituída em 1979, chamada Código de Menores.
Infrações
O ECA é um instrumento de desenvolvimento social que garante proteção especial àquele segmento considerado pessoal e socialmente mais sensível. Assim, os casos de infração que não impliquem grave ameaça podem ser beneficiados pela remissão (perdão) como forma de exclusão ou suspensão do processo.
A apreensão se restringe a apenas a dois casos:
flagrante delito de infração penal
ordem expressa e fundamentada do juiz
O internamento é aplicado apenas a adolescentes que cometem graves infrações, sendo obedecidos os princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à sua condição de pessoa em desenvolvimento.
Crimes contra crianças e adolescentes
O Estatuto pune o abuso do poder familiar, das autoridades e dos responsáveis pelas crianças e adolescentes. Além disso, existem políticas públicas como:
Serviços de proteção e defesa das crianças e adolescentes vitimizados
Políticas de assistência
Proteção jurídico-social